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CLANDESTINO NO MEU CORPO (exílio voluntário)

Feito viajante cansado,
descansas a mente no meu corpo.
E nele inscreves tua letra
como tatuagem antiga,
com as marcas dos teus dedos
e as tintas de tua saliva.
Como um clandestino
no meu país,
ficas.
Como um mistério indecifrável,
guardas na minha boca
o silêncio da tua.
Depositas nos meus olhos,
como um poema,
o intraduzível
que mora nos teus.
Quando,
ao final da viagem,
meu corpo,
desabitado de ti,
descansa ao teu lado,
teus olhos
ainda me habitam,
clandestinamente.
E perenizam o momento fugaz
na forma da emoção permanente
que inscreves publicamente
em todos os caminhos
da minha terra em chamas
que abriga
a casa do teu exílio voluntário
na curva, exata,
que fica
na dobra destes lençóis...
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 28/05/2005
Código do texto: T20484

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154020 leituras)
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Débora Denadai