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A Casa abandonada III Amarela


 

 

Toda amarela, a casa, abandonada.

Gótica, no esquecimento, deixamos as pedras,

Deixamos a cor, faz-se agora a inauguração.

Vieram fanfarras, em festa, como não havia,

E precisava-se a estimativa de quando for grande.

Todos por um, um por todos, agora a família.

 

Pintámos da mesma cor os quatro quartos,

Amarela sem nos lembrarmos que era a mesma cor,

Parece que só lavámos a conversa, limpámos os verbos,

Já não precisamos daquela felicidade, amamos a nossa solidão.

Parece o jornal, a taberna, o Sr. João. As conversas

Redondas, as de agora com cantos , um redondo- rectangular

Para levar mais porrada, já não precisamos de corar.

 

O pai, na pirâmide, que se lixe vou fazer igual.

Todos com lugar, agora vivendo em caixinha.

 

A casa é um lugar, um sítio do coração,

Não é preciso aviar, compra-se hoje a creditar,

E não vem nada dessa lua inclinada, desse escorregar,

Dessas paixões constantes, desse ferver do tempo,

Fazer juras como a mulher elefante,

Já uma moda diferente, em cinema áudio Portugal.

 

Não precisamos desse lugar, há muito esquecemos com toda a razão,

É pena é o meu filho morrer, sem ver o seu novo pai

Fazer lembrar à irmã a cor,

 

É nas pressas, que a Psicologia se torna activa,

O mar pode ser um lar,

 

Fui buscar a casa amarela, aquela que todos abandonaram

Constantino Mendes Alves
Enviado por Constantino Mendes Alves em 29/07/2006
Código do texto: T204854
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Sobre o autor
Constantino Mendes Alves
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Constantino Mendes Alves