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CONTRATO DE AJUNTAMENTO

Casar não me caso
que a palavra me cai mal
mas faço contigo um contrato
que seja menos banal:
Rejeito que o amor
se pendure no cabide atrás da porta,
rejeito o sangue coagulado
em carícias meio mortas.
Não abro mão da ternura,
mesmo se o dia é incerto
ou se a noite é muito escura.
Dane-se se o caminho está reto
ou se de um momento entorta,
repudio lamentos pingando do teto
ou  despedidas em meia-volta.
Exijo tapetes vermelhos
estendidos à beira da cama
para os amores que ainda faremos.
Na cama também rejeito
histórias mal resolvidas,
brigas não terminadas
ou carinhos mais ou menos.
Se você achar que não pode,
que lhe foge à competência,
vá esquecendo as cenas
de beijos apaixonados,
poesia de muita eloqüência
que não dão bons resultados.
Devolva-me o tempo e o tema,
desligue a música e rasgue o poema.
Estando assim acertados,
você e eu, acordados,
ou guardamos os sonhos
lá na área de serviço
ou tocamos como estamos
que vamos ficando bons nisso.
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 29/05/2005
Código do texto: T20565

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154037 leituras)
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Débora Denadai

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