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Adeus*


Quando no peito a dor acalma,
De frente dá com um vazio implume,
Faz por estação! O inverno d’alma,
Perfaz teu caminho sem lume.

Na ilusão da alma vencida,
Rebate a falta de amor e clemência,
Que é próprio de quem na vida,
Capta de deus à luz da vivência.

E eu! Como “eles”, por ti remito,
Nos poemas declamados em tom argentino,
Que vaga sem luz nas ondas do mito,
Ignóbil sentimento: Tênue tino.

Rumamos em frente! O perdão há de vir,
Pois! Perjúrio no altar o olhar condena,
A fé, selada num ósculo! Fordes sentir?
Sem verossimilhança, qual tua pena?


*poesia vencedora do Concurso Literário realizado pelo Curso de Letras da UNIDERP Set/2005
Silva Neto
Enviado por Silva Neto em 31/07/2006
Código do texto: T205953
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Silva Neto
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 43 anos
117 textos (33514 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 16:54)
Silva Neto