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ALUSÃO AO NADA

Nada sou, nada és
nada somos, se pensarmos em sermos nada.

Nada de guerra;
Nada de paz;
Nada de desamor em nossos horizontes de nada.

Nada temos quando sonhamos com o nada.
O nada da ganância,
o nada da inveja,
o nada da arrogância.

De tanto sermos nada,
aprendemos que o nada torna-se pura ilusão
aos olhos de quem já deixou de ser nada.

Neste mundo de nada temos que ser, aparecer,
nem que for só um pouco
de um mais nada.

Basta! agora exigimos
o nada de angustia,
o nada de desilusão,
o nada de depressão.
Seremos a partir de hoje, não só um mais nada
para as nossas amadas.

Amaremos tudo aquilo que ontem
para nós era coisa nenhuma.
Só assim, perceberemos o valor
desta referência vaga em nossas vidas.

Agora antes de mais nada,
essa não existência,
baterá mais forte em nossos humildes corações,
que já suporta mais nada

JORGE MARIO ANDRADE MENDONÇA
13/05/2005

Jorge Mario, Jornalista, sobrinho do poeta Andrade Jorge
ANDRADE JORGE
Enviado por ANDRADE JORGE em 31/07/2006
Código do texto: T205965

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Sobre o autor
ANDRADE JORGE
Jundiaí - São Paulo - Brasil
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