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Teorias me agradam

São esses dias que lentamente nos matam
E não há gole que nos faça esquecer,
Nem força, nem alguém
É sentar e esperar passar
Ou chorar e escrever.

E eu quero dormir pra apressar a vida
Mas não consigo.
Já não é insônia, é risco
E tudo me vem triste
Nem se repete a solidão
Agora é incerteza e ingratidão.
E a hipocrisia é uma piada sem graça
Que conto e reconto
Pra todo mundo rir
E depois esquecer.

Nem sei mais o que é querer
Pois eu só digo não.
Mas quero a liberdade
E um pouco de amor
Pra nesse mundo não perder a viagem
Porque tão nova já percebi
Que a velhice já chegou
Para os que gostam de novidades
E do sabor do mesmo.

Mais fácil será acordar amanhã
E ver que algo se dissipou
E que eu não sei nada
E esse mesmo nada eu faço
E morrem tantos...
De fome, de bombas, de chagas
E eu morro de não sei o que
Egoísta e ingrata
Desinteressada
Sem razão de viver
Mas com vergonha de dizer.

Sei lá o que é esperança
Pra quem não espera nada
E pede tantas coisas
Deitada e calada
Pronta pra falar tudo que querem ouvir.

Então eu tomo um copo d’água
E vejo uma imagem embaçada
Mas clara que a minha dor
E leio uma frase de efeito
Pra ver se quieto o peito.
É sono é indisposição
Mas ira pra derrubar todo um mundo.

O rádio diz pra eu não culpar os outros
Pelos dilemas da minha vida
E isso me dói mais ainda
Então deixe-me aqui
Fazendo o que ninguém pode fazer
E deixe que eu lido sozinha
Com essa insatisfação de viver
E com as grandes frustrações.
São traumas, o passado diz
Mas eu só lembro dos bons momentos
Mesmo que eles me amputem.
Eles são canções...
Mas quem canta é o presente:
O maldito senhor da ilusões.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 31/07/2006
Código do texto: T206249

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
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Maria Clara Dunck