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A Casa abandonada XIX Tríptico



Mal, bem, assim assim,
Sempre foi assim,
Mas teima-se que não é dessa maneira,
Talvez não veja o segredo
De descobrir que não é como sei isso.
Pois lutar por outra via,
Deve ser cá uma auto estrada…

Mas é verdade a raiz do problema,
É a raiz quadrada da solução até agora encontrada,
Exponenciando o resultado até à exaustão,
Não sei, é quem vai fazer esse trabalho,
Por enquanto já muitos descobriram o desemprego.

Mal é destruir, matar, bem é fazer melhor,
Assim assim é esperar,
Tudo fica suspenso na pergunta, fazer isso a quê?

Pois mas mal é preciso cuidar, bem deve-se condescender,
Assim assim é perigo constante, por ser tão inquietante.

Às vezes é melhor esquecer,
Fumar o último cigarro,
Escrever o poema devagar,

Rigor, táctico com a bola, driblar de olhos abertos,
Passar matematicamente falando,
A bola pode ser de futebol.

As meninas aprenderam na casa abandonada a coser,
Agora não lhes fica tão bem, mas é sábio esse ver.

As minhas últimas palavras, ficam para os órfãos, e falo de todos,
Um aperto de mão sincero ainda dá para muito vender.

Constantino Mendes Alves
Enviado por Constantino Mendes Alves em 04/08/2006
Código do texto: T208683
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Sobre o autor
Constantino Mendes Alves
Portugal
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Constantino Mendes Alves