Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Vale de Ouro

As coisas sozinhas
não
não necessariamente
vazias.

As coisas feitas de palha
e argelim
não são propriamente
uma ilharga de desespero.

Se prezo o próximo,
desprezo o anterior.
Se amo o senhor
é porque dele sou escravo.

Nada se mede sem valia,
se tem o tamanho de seu corpo,
tem o vazio de gente que tem
a meiada em dobro.

O vazio empalidece
os incautos,
pois é deles a hora
de fazer servir!

É mesa posta
são vinhos iluminados
por tochas de solidão!

Não adianta voltar,
Não adianta seguir em frente.
Não há passos atrás
Nem caminhos à frente.

Se já percorreu sua trilha
olha prá trás e sinta,
no pejo da montanha,
se não deixou rastros na vida!

E se não é mal
bom não é.

Se não roçou na saia dela,
se não navegou em seus lábios,
ou percorreu o imenso rio de seu
corpo,
estamos tão sós e vazios,
que a tristeza é de palavra:
faz-se ver
e tonteia a toneladas

Assim, de sol em sol,
custa um pouco,
mas um dia você tocará na
mais pura abóboda do céu
e lhe velejarão de purpurina.

Será quando você encontrar
o veio de de ouro que um dia,
ontem ou hoje, lhe foi oferecido,
e você se negou
a tocar no amor dela.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 04/08/2006
Código do texto: T208880
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
2147 textos (26783 leituras)
1 e-livros (125 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 12:06)
José Kappel