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Andor do Sol

Às vezes, quem bate
não quer entrar;
quem entra não quer sair.
Fugas, não há.

E o campo é vasto
para sonhar!

Época de colheita,
aqui e lá.
Os campos florescem,
como atiçam as aves,
rebuliças no andor
do sol.

Se penso, auguro mal,
não sou coerente,
nem de paz.

Não uso armas
nem ancinhos de
corte.
Sou figurino de palácios
e trago ansiedade
aos lotes.

Se me chamam é para pedir,
se atendo é para dar,
se me refugio, me acham nos
campos,
se me nego,
viro rifa ganha
pelos lordes.

Assim, passo meu tempo,
dentro da cerca, imóvel.
Já não sou mais novidade,
nem campo de flores.

Jaz comigo a ansiedade
premente e curiosa:
tentar nascer de novo
em outro sol, mirado de luas.

Mas para este gesto extremado:
os reis já propuseram: "Vai Manoel".
Mas, em troca, e de novo, ganhará a
extrema unção e será dizimado
bem vazio de pérolas !
Assim como eles matam os homens!
Atiram e matam!
Igual a coisa sem valia!
Ou não matam?

José Kappel
Enviado por José Kappel em 04/08/2006
Código do texto: T208893
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel