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Descanso.

E as luzes todas se abriram
como pétalas em riso
na manhã de mãos divinas.
Meu corpo escorreu uma melodia
na noite que sem mais encantos
findou a noção de uma primavera.

Celebrei o sol em sua primeira aparição.
Desejei o suor de cada orvalho,
molhando de mim as outras faces
todas nuas pela noite afora (de minhas fantasias).

Rompi a memória que me prendeu
em um canto de meu cenário
e despi o verso encarnado no carmim
de minhas ausências. Estrelas choradas.

Silenciei os olhos.
O tempo carregou minhas veias
nas páginas de um passado
que bebi arranhando a garganta
para acordar esse poema
que traduz a morte que sonho.

Não venho de onde estive
e muito menos vou para onde quero.
Apenas existo e floreio,
o dia em que hei de ter sorte.
Eliane Alcântara
Enviado por Eliane Alcântara em 01/06/2005
Código do texto: T21342
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Sobre a autora
Eliane Alcântara
Lajinha - Minas Gerais - Brasil, 43 anos
177 textos (8649 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 22:32)
Eliane Alcântara