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PERDIDOS EM SI

E quando os encontramos
eles se encontram perdidos em um mundo
de desamor, de decepções, de mágoas.
Não acreditam em nossa capacidade de amar
de nos doarmos sem nada pedir,
sendo apenas amor,
despojado de tudo,
liberto,
apenas amor que busca um porto
onde possa ancorar a tua solidão,
o teu amor imenso.
Muito andei, por todos os caminhos,
por ruas tortuosas, pisando leve
em ruas de pedras que dilaceraram meus pés,
e o amor se encontrava na ponte a minha espera,
Um dia fui feliz e não sabia.
Um dia fui amada e não percebi a extensão desse amor
e hoje caminho como eremita levando a
minha bandeira branca do amor, por opção de vida,
por não suportar mais a prisão do outro querendo domar
e tirar a minha liberdade.
Mas mesmo assim eu sou amor e amo
você imensamente, mas sem retorno,
sem esperanças de um encontro,
de um entrelaçar de mãos ,
de corpos que se unem
e se amam verdadeiramente.
Sonhos...
Hoje apenas sonhos
e um caminhar em que ruas não sei mais,
perambulando como uma doidivana
nas madrugadas sempre a tua
procura.
Mas nosso encontro é impossível
como nosso amor.
e assim viajo em meu mundo de sonhos
levando o amor a todos
incondicionalmente.
Hoje sou isso
ora triste
ora alegre,
mas sempre feliz por ser livre
e ser amor.
 
zelisa camargo
 
11.03.05
21.41
ZEL
Enviado por ZEL em 02/06/2005
Código do texto: T21473
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Sobre a autora
ZEL
Aparecida de Goiânia - Goiás - Brasil, 69 anos
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8 e-livros (803 leituras)
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