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Versos mortos!

Nas minhas lágrimas

Há poesias que não escrevi,

Natimortos versos,

Descompençados, desconexos...

Gritos exilados no nunca existir.

Medo do escuro...Da solidão,

Que dantesco, domina e aprisiona,

Meu já tão machucado coração.

Das minhas lágrimas,

Brotam rimas pobres,

Que falam de mim...Simplórios assim,

Tão sem floreios e cores,

Meu preto e branco de amores.

Meu âmago suporta a força do abandono,

Desertor, meu sonho se vai,

Deixando um vácuo no momento...No agora!

E o eco da dor se espalha por todo o meu ser,

Me debato dentro de mim,

Escancarando sem pudor,

Todo o tormento que me causa o desamor.

Minhas lágrimas, bem poderiam ser

Como o orvalho na sua existência altruísta,

Singelo no regar por amor, sem pedidos nem espera...Doar por viver,

Existir para Ter sentindo o viver!

Verteria então com motivo mais nobre,

Que essa dor que me invade e dilacera meu bem querer

E transforma minha tristeza em tragédia,

Quando na verdade, não sou primogênita na desilusão,

Raro é o coração que vêem ao mundo

Com a missão de abrigar um grande amor...

Fazendo dessa verdade consolo

Fico assim, perdida do sono na madrugada

Olhos entregues a tela fria e silenciosa,

Que me serve de ouvidoria,

E me permite  descrever minha dor,

Nestes natimortos versos pálidos, sem cor!


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Observadora
Enviado por Observadora em 13/08/2006
Código do texto: T215847
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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