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Sobrevivente

Virei poeira de deus
Escamas, fastio

Visitei memórias em seus quartos
Cobri corpos
Apaguei as luzes
Fechei portas,
Segura

Consertei treliças que rangiam vozes

Volto ao meu naufrágio na varanda
Norteiam-me apenas
Ursas, órion e cassiopéia

O céu é puro ocaso, fundo opaco,
Entre tanto obstáculo
meu batel tem asas e tentáculos
Porque vivo sempre a beira de abismos.
Alessandra Espínola
Enviado por Alessandra Espínola em 14/08/2006
Código do texto: T215962
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Sobre a autora
Alessandra Espínola
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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