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uma dor no meio do peito



tão distante das palavras
dos modos

dos homens

da poesia.


Nem posso invocar o martelo pneumático ensurcedor
ou a roda implacável do sistema tayloriano


estou sem destino, como numa lixeira,
cheio de obstáculos.

aqui não há telhados de oiro
nem a pele sedosa de Anna

Só um equívoco chamado realidade.

Realidade,
uma dor no meio do peito.

Constantino Mendes Alves
Enviado por Constantino Mendes Alves em 14/08/2006
Código do texto: T216079
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Sobre o autor
Constantino Mendes Alves
Portugal
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