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IRONIAS

As palavras soam claras, altivas,
reflexivas,
trazem em seu bojo a força mortal,
dissimulando nas entrelinhas
a verdadeira intenção brutal;
Sou o peão do tabuleiro
de xadrez,
a menor das peças deste cativeiro,
o descarte da vez;
Contudo as palavras ressoam
na fala do arauto,
causam furor por aí,
enganam o atento, ferem o incauto;
Sou da plebe, não sou doutor,
sou o conduzido, não o que conduz,
sou aquele que acreditou nesse amor,
e ousou entrar no rastilho dessa luz;
Todavia as palavras ecoam,
inauguram novos amores, novos dias,
juntam-se os (im) perfeitos que nunca se destoam,
pois refinam-se, decantam-se,
aprimoram-se nas soberbas ironias.


ANDRADE JORGE
11/08/06
direitos autorais reservados


ANDRADE JORGE
Enviado por ANDRADE JORGE em 14/08/2006
Reeditado em 18/12/2006
Código do texto: T216429

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Sobre o autor
ANDRADE JORGE
Jundiaí - São Paulo - Brasil
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