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Alucinação

Respiro a solidão que escorre pelas paredes deste quarto
Habita essa cama enorme e fria
Em noites de pesado sereno
Meus olhos baços se debruçam no candeeiro
De chamas chorosas
E pinga em gotas quentes a lágrima silenciosa
Murmurada entre os inconfessos soluços
Como pequenas labaredas
Meu olhar desalinhado se perde
Nas esquinas desta espera
Meus lábios ressonam
A poesia cultivada na alma
Jorrando como rios que correm para o mar
Bravios, caudalosos apressados...
No balé do meu olhar sereno
Mora teu rosto murmurante
Infinitamente distante....
Não te encontro nas dobras dessas lembranças
Nas encostas deste abismo em que me esgueiro
Me recolho aos átrios internos
Cerrado pela censura vital
Que me espreita caprichosa
E busca o meu abraço solitário...
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 02/06/2005
Código do texto: T21663

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55640 leituras)
25 áudios (3274 audições)
1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 21:10)
Angélica Teresa Almstadter