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Estupor*

Para que versos, rimas, métrica, teorias tão elaboradas?
De que me vale saber que a catacrese é uma metáfora desgastada?
Chega dessa tortura...
Quem disse que quero reconhecimento?
Quero liberdade para escrever o que sinto da forma que bem entendo.
Quero resgatar meu estilo, superar desafios.
Reproduzir o mundo através da menina dos meus olhos
E criar uma nova perspectiva de vida, onírica e verossímil.
Por que não?
No campo mítico da poesia tudo é possível.
Posso morrer, renascer e gerar vida, indefinidamente.
Então chega de usar eufemismos.
Pouco me importa se meus pleonasmos incomodam.
Cansei de cobranças e de pretextos.
Para que desperdiçar palavras?
Não quero a verdade míope, distorcida e estúpida do “homem civilizado”.
Prefiro aquela ingênua pureza, a despreocupação, a coragem e a ousadia que me envolviam quando criança.
Eu quero a esperança cega de que no final tudo vai dar certo.

*Estupor: 1.Diminuição ou paralisação das reações intelectuais, sensitivas ou motrizes. 2. Qualquer paralisação repentina.
Joyce Amorim
Enviado por Joyce Amorim em 14/08/2006
Reeditado em 14/08/2006
Código do texto: T216641
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Joyce Amorim
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 27 anos
141 textos (15416 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 06:53)
Joyce Amorim