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Verdade
Tere Penhabe

Tem mãos calejadas, a verdade
das inclemências todas que acolhe
dos serviços sujos aos quais se presta
mesmo rebelde, contra a vontade.

Muitas vezes, chega a ser escravizada
sendo no tronco, deturpada e açoitada
para provar o que não tem provas a dar
pra ser usada pelos senhores feudais.

A vassalagem da corte a corrompe
torce e retorce, em vil esforço, teu corpo nu
doce verdade, eu compreendo a tua dor
e te perdôo, pois sei bem do teu valor.

Em altos brados quantos já te defenderam
sem confessar as permissivas intenções
para levá-la aos palanques da arrelia
fazer contigo as mais cruéis violações.

Não desesperes, algum dia chegará
em que terás a tua carta de alforria
não serás mais violada por ninguém
serás Verdade, a tua própria senhoria.

Santos, 28.03.2006_10:00 hs
Tere Penhabe
Enviado por Tere Penhabe em 15/08/2006
Código do texto: T217211

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Sobre a autora
Tere Penhabe
Santos - São Paulo - Brasil, 61 anos
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