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COBRAS NÃO VOAM




Qual cobra rastejante,
Venenosa repugnante,
Levanta falso vai errante,
Tentando assim se levantar.

Não consegue,
Por mais que tente,
Não negue,
O mal em ti prossegue.

Qual as águas de um rio,
Tão sujas de fontes mil,
Em seu leito ajuntam sujeira,
Para no mar a qualquer momento jogar.

Tua boca!...
Bem parece um estuário,
Não de limpas águas doces,
Que vai as salgadas encontrar.

Tens uma vocação louca!
Xinga disfarça engana,
Mas como as pedras do rio,
Descoberta vai ficar.

As águas passam e declinam,
Turvas águas a rolar,
Mesmo embaçadas  sobre as pedras,
Nos deixam as pedras enxergar!...

 

Denise Figueiredo
Enviado por Denise Figueiredo em 16/08/2006
Código do texto: T217513

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Sobre a autora
Denise Figueiredo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 67 anos
313 textos (14442 leituras)
16 áudios (2928 audições)
5 e-livros (193 leituras)
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