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Protesto

Não abra para mim, os teus livros;
Nada quero aprender, nesse momento,
Quero sim, queimar meus arquivos;
Tenho fome e sede de envolvimento.
Vou rabiscar nas paredes, no chão e na roupa,
Vou escrever até cair exausta,
Preciso esgotar a minhas comportas;
Gritar o que sabes, até ficar rouca.
Não quero laudas nem estatutos,
Quero a guerra das palavras tortas;
O desentupimento das aortas.
Não me impressiona a gramática,
Não ligo nem um pouco para a semântica,
Sou avessa a jogada tática, sou prática.
Não entendo de física quântica,
Sou é imensamente romântica.
Que se danem as regras, as normas,
Vou escrever por compulsão;
Burilar sim, as minhas formas,
Até a completa exaustão,
E quando tombar, morro em retidão,
Vazia; de tanto escorrer,
A pureza da minha exatidão.
Não me olhe assustado, entenda,
Rasguei o pulso pra começar;
O cheiro de sangue, me tenta,
Quero em letras estremecer...
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 03/06/2005
Código do texto: T21758

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55639 leituras)
25 áudios (3274 audições)
1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 10:15)
Angélica Teresa Almstadter