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TRAIÇÃO


A tarde era de paz e calma
Muita tranqüilidade na alma
Com toda a família serena
Tudo mudaria num segundo
Desabaria todo um mundo
Com um maldito telefonema

Moravam o pai e dois filhos
E todos seguiam seus trilhos
A mãe morrera ao virar freira
Apesar da tamanha saudade
Reinava ali a felicidade
Até aquela tarde traiçoeira

O filho atende a ligação
É uma voz cheia de emoção
É uma linda voz de mulher :
- Posso falar com seu pai ?
Curioso o filho então sai :
- Quem será e o que ela quer ?

Atento o filho escondido
Ouve o assunto proibido
O pai falando emocionado :
- A traição que ambos vivemos
Esquecê-la nós devemos
Isto já faz parte do passado !

O sangue do filho ferve nas veias
- Então as lágrimas que pranteias,
São lágrimas de arrependimento ?
Como pôde trair tamanha santa ?
Como pôde ser tão vil e sacripanta ?
E como viver com tal tormento ?

O pai então envergonhado
Visivelmente embaraçado :
- Quisera eu voltar atrás...
Mas o filho num acesso de ira
Como o louco que delira
Uma enorme loucura faz...

Sobre a mesa pega uma faca
E o pobre pai ele ataca
Com fúria avassaladora
E assim o próprio pai ele mata
E um choro doído desata...
Que imagem estarrecedora !

No enterro do pai, algemado,
O filho pobre coitado
Vê se aproximar uma mulher :
- Preciso dizer-te um segredo
Precisas saber tarde ou cedo
A verdade não é como quer

Vai te causar sofrimento
Remorso e constrangimento
Mas você tem que ouvir
Quem traiu o seu pai querido
Foi sua mãe, com meu marido
E ele só quis encobrir...


Sigmar Montemor
Enviado por Sigmar Montemor em 16/08/2006
Código do texto: T217786
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Sobre o autor
Sigmar Montemor
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 52 anos
1762 textos (285436 leituras)
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Sigmar Montemor