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Veneno: Mordo o próprio couro

Vou processar o silêncio
Estou intacto neste vácuo
Preciso de barulho urgente
De gente causando dores
Cães em passatempo praças
Televisão carro movimento
Estou farto de vento brisa
Silêncio que me maltrata
Mata por todo lado pasto
Cowboys em movimento
Alegria nos rodeios arreios
Camisas xadrez chapéus
Tudo isso me sufoca agora
Estou só e incerto
Implícito em mim mesmo
Já não me aquento
Quero o inquieto aflito
O medo explícito das cidades
Ações causando estrago
Trago, barulho, rock....
Estou deserto pedra cacto
Espinho que perfura
Esfolo arrasto réptil veneno
E mordo o próprio couro
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 16/08/2006
Código do texto: T217822

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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