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Corvo

Poesia jorra um líquido viscoso
relíquia inócua e infecunda
anti-matéria do gozo,
estanque furúnculo-bunda...

Eva grita e foge para o céu!
Vai gozar com as irmãs de Caim,
beber o sangue escuro de Abel,
misturado à ervas aromáticas, suor e aipim.

Ventos estanques do sul, sudeste azul caem.
Elas não compreendem e a ele pedem mais,
ele quer fugir, observar o corvo a enterrar o outro:
aprender que o crime e o desterro nascem juntos.

Doce parábola nos jornais,
irmão mata irmão com doces haicais,
lutando corpo a corpo sem penetrar,
entranhas na escuridão do olhar...


Marcos Rohfe
Enviado por Marcos Rohfe em 16/08/2006
Código do texto: T218251

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Sobre o autor
Marcos Rohfe
Mogi das Cruzes - São Paulo - Brasil, 46 anos
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Marcos Rohfe