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Trem

Ler poetas mortos soa à luz fraca,
e a luz é sempre fraca quando é morte
e a morte do poeta fraco infringe luz ao outro
e o outro não é poeta quando finge ser fraco.

Da janela do trem sinto o cheiro dos poetas,
vejo no chão os pés descalços...
Da janela do trem sinto abismos onde há música
No alto um cheiro doce, cansaço...

Da janela,
Num múltiplo de luzes, faz-se a sombra.
E o riso do gaiteiro cego explode
Qualquer moedinha, cidadão, qualquer moedinha...
Marcos Rohfe
Enviado por Marcos Rohfe em 16/08/2006
Código do texto: T218253

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Sobre o autor
Marcos Rohfe
Mogi das Cruzes - São Paulo - Brasil, 46 anos
107 textos (10403 leituras)
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Marcos Rohfe