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TULIPAS AMARELAS (Cenas de uma sala ou de uma vida...)

Tulipas amarelas...
(cenas de uma sala ou de uma vida)

Nada entre eu e mim
Se não esse ritmo já tão ouvido
As tulipas amarelas que parecem sorrir
Descansam na porcelana fria do vaso.
O mesmo cachimbo, e tudo que não trago
As paredes projetam tuas formas
O corredor torna-se imenso
Refletido pelas últimas luzes do ocaso,
Nada entre eu e mim
Nada entre eu e mim
Além das pontes invisíveis que atravessamos
Quando ainda éramos nós
A poltrona torna-se imensa,
A vida agora é real demais, algoz
Tudo se foi na tua bagagem
Nos rituais comuns de despedidas,
Meus versos, perdidos no outro lado da vida.
Nada entre eu e mim
Se não essa suave sensação de fim
Nuances, trincas eternas, seqüelas
Como o vaso onde descansam
Silentes tulipas amarelas...

Tonho França.
Tonho França
Enviado por Tonho França em 17/08/2006
Código do texto: T218866
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Sobre o autor
Tonho França
Guaratinguetá - São Paulo - Brasil, 51 anos
82 textos (5754 leituras)
4 e-livros (356 leituras)
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Tonho França