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O mesmo

Somos diferentes semelhantes
Ambos presos em nossa solidão social
Em círculos andamos, e nos encontramos
Pra depois esquecer, quase juntos,
Que um dia algo aconteceu e o fitamos.

E tudo a você chia como se fosse normal
A mim é trama que se faz imoral
E, mais que ocasião, trote ou dias vazios.
E não é sua culpa, não é culpa de ninguém
Nem do sistema, nem minha também.
Já não mais é uma condição:
É uma doença crônica, ou redenção.

E me faço de tonta a cada choque violento
Pra esquecer que o outono acabou de vez
E ainda encerro na razão os seus crimes
Mas me peno a cada novo julgamento
Querendo lhe ver chorando e sorrindo ao mesmo tempo
De remorso, de culpa e de isolamento.

E quem sou eu para lhe julgar
Se realmente sou amplamente amada
E me desfaço de cada um sem poder fazer nada
A não ser doar meu obrigada e meus nãos
Fria, mas penosa: mais dor que compaixão?
Eu amo um homem de cada vez
Não há preferência nem freguês
É ser abençoado (ou amaldiçoado)
Dependendo do amor que Ele fez.

E é injusto o mundo, eu sei
É vida que se planta no pântano
E colhemos dardos ou garfos
Querendo acolher a todos de uma vez
Abandonando o que de nós se desfez.

E talvez nos encontremos ali
Num show de uma banda qualquer
Qual meus mestres tarde me disseram
E hoje me consolam arrependidos.
E até lá viverei viajando
Pois deixar a rotina é necessário
Mas por uma era é chão e melancolia
Pois ninguém vive fora de sua dor
Mais que um ou dois dias.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 17/08/2006
Código do texto: T218946

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4624 leituras)
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Maria Clara Dunck