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prazo de validade

PRAZO DE VALIDADE
Diana Lima

 
 


         Estou dolorosamente só...
         Ouço apenas ondas incessantes do mar
         No canto que mais parece um lamento
         São deusas, no doce solar das sereias
         Secam meu pranto, que escorrem na areia
         Lágrimas que fluem de meu triste olhar
         Fazendo-se trevas, minha e tua visão
         Como Também os créditos à palavras alheias
         Que assustaram minha e tua audição
         Que tornaram manchados nossos corações
         Já de um casamento meio falido
         Desgates naturais do tempo em confusão
         Talvez debaixo de escombros de ressentimentos
         Houvesse ainda nobres sentimentos
         Mas não tivemos esta oportunidade
         Sem lamentos, apenas o prazo de validade
         Acabou por nos convencer
         Que melhor assim...para que sofrer...
         Apenas desejo entregar-me em sentença
         Não sem um coração, sem uma alma, demente
         Moldaste-me à tua loucura
         Transformando-me em tua mente, vazia
         Entregando-me já condenada ao teu coração
         Setenciando minha sorte à tua alma
         Que em chamas, me ardiam, dissolvia nossa união
         Que matava nossa casa, nossa rica família
         Que aos poucos adoecia, e eu te perdia...
         Em faces ocultas da morte, Tu me perdia...
         Assim, julgada, condenada,
         Arrastada em correntes
         Por Fantasmas sem cores
         Por seres dementes
         Tinham prazer em deformamr o amor
         Ouça-me apenas mais uma vez
         Não posso assim morrer
         Permitindo minha alma imolada
         Sendo sacrificada, sem justa morada
         Preciso de teu coração, de compreensão
         Não desejo ser coroada
         Nas flores sem cores, sem perfumes
         O casamento há tempos se foi...
         Não restando nem amizade...
         Mais um círculo de fechou
         É o prazo vencido de validade
         Mas não revolveis em teu coração
         O abandono, a revolta, a desilusão
         A vingança, ódio, sentimentos em vão
         Cultive a planta do amor... da nobreza
         Esta que ainda vive em meu coração
         Abra o teu coração...olhe a beleza
         Me perdoe, para que possamos caminhar...
         Assim como te perdôo...precisas me perdoar
         E mais leves, abrindo outros círculos
         Apesar de nossa consciência
         Sabermos juntos, impossível convivência
         Vibremos então por nossas sementes
         Seres gerados no Amor
         Pois nosso casamento vencido no material
         Tem sustento no criador
         Portanto, chega de lamento e dor
         Sejamos o que de verdade somos, irmãos
         É apenas o fim de uma material união
         Pois o casamento nos Céus é eterno
         O amor que trago por ti, em meu coração...
         Já veio de eras...e seguirá as estrelas, em oração


          ITANHAÉM/SP, 18/09/2004
Diana Lima
Enviado por Diana Lima em 03/06/2005
Código do texto: T21920
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Sobre a autora
Diana Lima
Santo André - São Paulo - Brasil
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Diana Lima