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Tédio

Não tenha ciúmes dela, Petrarca,
Mas a solidão também condiz com meu temperamento.
E contra seu caráter reflexivo, de argumentos
De quem mais contempla e idolatra
Eu propriamente a vivo, a sinto e a odeio.
Mas meus olhos clareados pela luz dos postes
Tudo transformam em engano e confusão
Pois a paixão cega, mói e embala
Já o amor é obediente aos ditames da razão,
Já que amar é querer bem quem se tem no peito
Esteja perto, longe, em outro mundo ou alheio leito.
Mas a paixão exige a tumba que consome
Os beijos ardentes, e as bacantes almas impuras:
Ela nos faz chorar o que se teve um dia
E sufocar o corpo pra relembra o afago e a fome.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 18/08/2006
Código do texto: T219568

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
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Maria Clara Dunck