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Há-de haver um tempo em que não me sinta só.
Há-de existir uma felicidade que não seja passageira
Há-de ocasiões em que dias não sejam mó.
Há-de ceder O Grande Espírito, uma eira e uma beira.
 


Há-de ser seu Silencio eloqüente oração.
Há-de um dialogo de olhares e laços,
Há-de algo muito além de anseios e coração
A mais bela Bondade,de beijos e enlaços.
 


Hão-de existir estreitos passeios, e noites de prazer.
A existir meias tintas, e tonalidades puras.
Hão-de existir dias, de uma agudeza extrema.
Que parecerão as águas cristalinas; pinturas.
 


Hão-de ser o seus silêncios; a presença.
De quem está, e quer parecer que estava,
Há-de ser aquela companheira a quem amava.
 
 
 
DON ANTÔNIO MARAGNO LACERDA
Prêmio UNESCO/poemas.
 


www.jornaldosmunicipios.go.to
 
jornaldosmunicipios@ig.com.br
DON ANTONIO MARAGNO LACERDA
Enviado por DON ANTONIO MARAGNO LACERDA em 04/06/2005
Código do texto: T21996
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Sobre o autor
DON ANTONIO MARAGNO LACERDA
Campinas - São Paulo - Brasil, 79 anos
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DON ANTONIO MARAGNO LACERDA