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Em cada amanhecer eu morro...

 

Sinto falta do sabor dos lábios
que afoitos tomavam os meus.

Das mãos que afagavam sutilmente minha nuca
levando-me a total desespero.

 

Ah, saudade!

Maltrata este ser que só tem as noites

para entregar a este amor proibido...

 

Conto as horas do meu dia para me refugiar

no quarto onde posso extravasar os pensamentos

que levam aos delírios de amores secretos.

 

Fico confinada no paraíso dos sonhos impossíveis,

mas intensamente verdadeiros.

Desço ao inferno quando a chama que abrasa meu corpo

leva-me aos torvelinhos dos pecados...

 

Por que tem que ser assim?!

 

Com a chegada da aurora o paraíso construído se desmorona.

A luz do sol traz a realidade triste e medonha

que faz com que eu deseje as sombras da noite,

onde eu possa deleitar minha paixão escondida e,

em cada amanhecer, eu possa morrer...

 

bette vittorino
Enviado por bette vittorino em 19/08/2006
Código do texto: T220560
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Sobre a autora
bette vittorino
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, 62 anos
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