Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

665,999...

De repente o gelo queimou como fogo,
O vento de tão suave cortou o meu rosto.
E a vida morre proclamando a sorte
A minha sombra corrompe a água serena.
Mas nada há de fugir no vale da água.

De repente o mundo caiu no fôsso.
A minha cabeça explodiu
E o som surpreendeu o deus do inferno
E todos vieram a tona
Gabar do nosso momento imóvel.

De repente os animais escandalosos fugiram
Eu que era um cisne não sou mais nada
Como pode o fim começar agora.
Apollo cante para o deus da morte.
Bebi da água do rio naquela noite.

Não me lembro quem sou
Sei que sou um cara sem sorte
Que bateu no rosto da morte.

Quem sabe a morte seja o meu infinito...
Quem sabe o infinito não dure com a morte...
Quem sabe ao menos para que lado ir, quem sabe?...
Edmir Junior
Enviado por Edmir Junior em 22/08/2006
Código do texto: T222382
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Edmir Junior
Juripiranga - Paraíba - Brasil, 30 anos
83 textos (1735 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 12:56)
Edmir Junior