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ESTRANHOS CAMINHOS

ESTRANHOS CAMINHOS
          Chico Steffanello

Quando tomo a tua mão
Vejo o teu olhar de ave ferida
Andando pelo chão.

Longos os teus silêncios
Que penso que me pedes socorro.
Teus pés ainda andam igual no palco
E eu não suporto olhar-te tão fragilmente
Colada ao chão.

Meu Amor feriu teu ventre com sementes tantas
Que uma guardou para te pores prenhe
Sobre o chão.

Tuas asas agora são mãos que seguram teu ventre
Enquanto andas igual a qualquer outra mortal.

Tu, minha ave andorinha,
Pousou.

Quisera compreender teu gesto
De renunciar os ares
Para sangrar um rebento
E tirar do teu colo contrito
Branco alimento
Igual o teu sorriso.

Que mistérios guardam teus longos silêncios
Se não são eles nenhuma súplica
E sim logos caminhos que percorres
Por dentro de tuas veias cheias de mistérios?
Chico Steffanello
Enviado por Chico Steffanello em 23/01/2005
Código do texto: T2224

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Sobre o autor
Chico Steffanello
Sinop - Mato Grosso - Brasil, 58 anos
246 textos (31026 leituras)
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Chico Steffanello