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UMA FLORESTA IMENSA E UM REINO

“Vivo sozinho. O Meu quarto não tem
a alegria floral de uma jarra fagueira”.

Murmurações, Menotti Del Picchia, Edição de 1958;



Não há beleza nenhuma neste reino.
Sempre o mesmo silêncio desenhado
Passos que vão ninguém sabe para onde
Murmúrios do lado de fora, gente rindo
Um cão que late ao longe.
Vida chata tem os cães.
A espera de um afago do dono.

É como se fosse uma floresta imensa
Cercada de muros, escuras fontes
Caçadores andando em busca de água
E olhando as frestas das arvores milenares.

Não há beleza neste reino caótico de chuvas
Relâmpagos e trovões, cavalos correndo
Cavaleiros pálidos trajando negras capas.
Não há nada, não há nada que se perpetue
Neste reino onde me limito
E onde estacas atravessam-me.

Como demoram a passar estas horas.



12/02/2004.
PHYLOS
Enviado por PHYLOS em 05/06/2005
Código do texto: T22264

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PHYLOS
São Paulo - São Paulo - Brasil
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