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Seus olhos meus ciganos
Nos mostram todos seus dissabores, e suas taras.
Enganam tão bem a nós, e acreditamos
Que as mentiras dos seus dias, serão as promessas dos seus anos.
E gostamos... nos iludimos.

Todas essas incertezas são as lutas de suas fraquezas
Na esperança de continuar existindo, de serem livres.
Inconstâncias, gritos selvagens,
Ascos infantis, ciumentos...
Força bruta, tédio.
Paixão por seus lábios
Pela violência de seus dedos.
Toda essa impulsividade idiota
E interessante...
Tão a nós diferente
E instigante.

Deus criou o homem para nos ver dançar
E dançamos sensualmente.
Porque é preciso sentir seu mundo
Tão desorganizado, pra depois de amanhã,
Atrasado, analiticamente prático,
E tão raso...

Insensatez, fragilidade,
São todos ingênuos.
São aquelas vontades do nada
Pra nada.
Pra extravasar algo chato aí dentro
Que acabou de nascer agora mesmo.

Viva, viva: viva Deus e o homem!
Glória a Deus que nos deu o homem
(e por isso nos consola...)
Viva o homem que nos deu Deus
Que por isso não se idolatram...

Mas que Deus preserve os homens interessantes!
Nas suas mais variadas facetas e ângulos
- sim, e ângulos –
Já que nós artistas sabemos apreciar os poetas...
E os pintamos, mesmo que em sonhos
Pois dos olhos à tela, qual dizia o gringo
Muita coisa se perde...
Então nasce um homem.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 23/08/2006
Código do texto: T223447

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
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Maria Clara Dunck