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Morte da Poeta

Ah! Seu eu pudesse morrer amanhã...
Queria morrer mansamente
Em silêncio...como a brisa dolente
Que me beija calada toda manhã
Como orvalho que cai tranqüilo
Se esparrama pelos jardins
Espalha o perfume dos jasmins
Entristece o canto do grilo
 
Ah! Se eu pudesse morrer amanhã...
Queria morrer como o mar
Que vem na praia desmaiar
Entoando uma prece malsã
Beija a areia com cânticos
Se desfaz vagarosamente
Deixando um rastro quente
Dos seus beijos vulcânicos
 
Ah! Se eu pudesse morrer amanhã...
Queria uma mortalha de poesias
Para conduzir comigo as agonias
Queria beijos com gosto de hortelã
Ah! Se eu pudesse ao menos escolher
Não queria levar minhas dores
Só o gosto dos meus amores
Se amanhã eu pudesse morrer...
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 05/06/2005
Código do texto: T22353

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55636 leituras)
25 áudios (3274 audições)
1 e-livros (247 leituras)
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Angélica Teresa Almstadter