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SALTO MORTAL

E então
eu que sei
que nada sei
já sei
que há
um senão:
a vida que sei
é vida real
ou apenas
um cordão
depois do qual
há um escuro
salto mortal?
E eu que agora sei
que a vida real
é apenas um banal
teatro de sombras,
um bacanal
que nos assombra
o sonho irreal,
farei o quê?
Contar as horas,
atirar bombas
num inimigo
que não existe?
Sei não.
Por ora resiste
o fio estendido
onde meus pés,
dedos em riste,
sem mais delongas,
tropeçarão.
Depois do fio,
salto mortal.
Um delírio, um chiste,
alucinação?
Por ora tudo que sei
é que tudo
é um grande
senão.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 23/08/2006
Código do texto: T223684

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154026 leituras)
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Débora Denadai

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