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POETA TORTO, 1 e 2

1.
Sou um poeta torto
que se inebria
com idéias retas
Equilibro-me no vento
e observo atento
as feridas do mundo
Sofro e rompo
o espaço restrito
que me designaram viver

Danço feito louco
pra manter-me ereto
Vivo num tempo avesso
De desalentos e desatentos
Tramo entrelinhas
Fio entre palavras
Lavro a terra com sede
e semeio poesia

Incendeio-me vivo
com fogo do coração
e aceno à margem
pra chamar a atenção
Eu sou mesmo um poeta torto
Meio bobo
Meio criança
E até feliz

2.
Volto a me armar de versos
Palavras-bala
Palavrariete
Bato com poesia
na porta dos insensatos
no couro duro dos insensíveis
Sou pele e alma
ossos e aura
Bato com vida
na grade
na trava
estouro o cativeiro
e solto rimas pelas ruas e praças

Dedicado ao poeta Roberto Pires, de Célio Pires, cp-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 06/06/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T22450

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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