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Bordão de Guerra

Fico em paz depois da derrota,
recolho armas e bordões
da guerra interior,
cujo passado tem três
séculos,
e cujo presente
fermenta como água purificada
no corpo desguarnecido!

No afã da luta, perdi
um pouco da alma,
um pouco do espírito,
mas ganhei medalhas
de solidão,
e falta total de ser,
nem sobras,
nem,pelo menos,um pouco
de texano!

Não sei mais destacar a beleza,
sei apenas cair,
cair num poço profundo
disponível aos solitários
e que nunca é aprovado
para ter fim.

Meu trovejar é de ouro;
toco melodias de ciganos,
de supresas, para apoio
àqueles que não tem clima
nem um pouco de sol,
onde varre o pleno inverno
- que chamam de princípio
de inferno.

Minha guerra terminou:
carrego o fardo da derrota
sem planos e destinos.
O que me resta, passou
como um vento ganancioso,
fiquei só à porta de alguma
tempestade, esperando
o dia, dia imensurável
de colar seu rosto no meu!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 25/08/2006
Código do texto: T224859
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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