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EU SOU LIVRE!


As palavras dançam na ponta da pena,

Numa coreografia própria, singular.

__Mágicas palavras desconexas, me fazem voar!__

Crucial para meu viver,

Flutuar sem destino, sem saber,

Para onde, para que?

Palavras, minha essência meu carma,

Habitam num mundo anexo ao real,

Onde inferno e paraíso,

Tem como fronteira meu momento,

Ínfima distância entre eles,

Frágil, permito o intercâmbio entre humores

Que como a lua,distante mais presente no imaginário...

Suas fases mostra e se perpetua em minha face.

Lágrimas, sorrisos,

Espelhos que refletem minha alma.

Concreto em mim,

Uma ninfa que seduz e conduz

Os aventureiros ao meu mundo de trevas ou luz...

Meu âmago despe o pudor,

E me entrego a nudez aprendiz do amor,

Sem medo feliz, pulando de estrela em estrela...

Até que cadente morro em um sonho qualquer.

Vagando pelos ares,

Como horizonte para quem busca o infinito,

Me alimento de esperança, da fantasia...Da magia.

Mergulhando no mar,

Para emergir nereida solitária e fugaz,

E como tal, volúvel e mal...

Induzo o naufrágio das naus.

Tenho como morada a imensidão do oceano,

Por isso mesmo indomável, fascinante e fatal.

Arbitraria e selvagem,

Sou da destruição a imagem,

Refletida num olhar angelical...Triste mais real!

E lanço meu canto aos ouvidos atentos,

__Vestígios em mim, de outra vida?__

Não me importa as diversas interpretações,

Serei execrada sem pena,

Pois escrevo, sonho e penso...Livre e total,

E quem não se importa com as procelas descritas,

Se arremessem em minha palavras malditas...Ou não,

Mais por favor,

Não me imponha o silêncio,

Ou morrerei asfixiada,

Num mar de desilusões!

__A quem interessar possa, escrevo por que amo verdadeiramente a arte da dissertação,
e meus sonhos são aventuras do meu voluntarioso coração...Nem sempre fazemos o que descrevemos, ao poeta foi dado o dom de viajar por mares distantes, rever conceitos, fazer o que é certo, errado, afinal é fato, são só linhas, fruto da imaginação, não tenho poder de mudar padrão de comportamentos, não sou formadora de opiniões, sou uma cidadã livre que não vai deixar que me tirem o direito de escrever o que quero...E por favor, leiam o que gostam, esqueçam o que ofende e perdoe essa minha mania de fantasiar nas linhas!__





Observadora
Enviado por Observadora em 25/08/2006
Código do texto: T225184
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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