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Cena Carioca


De tudo que já vi
Algo tão lindo assim
Confesso não resisti,
O ébrio falava e não tinha fim.

Falar é natural,
Mas o que ocorria não.
Com animais e gente é normal,
Com estátua? Não.

E o que falava?
Imagino, você não?
Poesias que encantavam,
Até o mais durão!...

O poeta atento escutava!
A  cena carioca discorria,
Drumond! Era sua a estátua,
Eu admirada me comovia!...

Como pode com a estátua,
Um ser dialogar?
Como pode com a estátua,
Um ser desabafar?

O peso do que sentia,
De não ter com quem falar,
A clássica rebeldia,
Do carioca sem par.

Foi o que vi na cena,
Positiva meu irmão.
Carioca e amena,
E que muito valeu a pena.



 Da ciranda  que participei  no site de Marise Ribeiro

 
Denise Figueiredo
Enviado por Denise Figueiredo em 25/08/2006
Reeditado em 31/08/2006
Código do texto: T225315

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Sobre a autora
Denise Figueiredo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 67 anos
313 textos (14442 leituras)
16 áudios (2928 audições)
5 e-livros (193 leituras)
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