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Boneca de Mulher

Quem me dera
entender
essas coisas de
mulher!

E,veja, tem
aos montes,
como feno se
abanando ao vento.

Quem me dera!
Mas sou feito de mortal,
e gente que passa
tem lá seus medos,
de contar
ao Deus dará.

Tenho medo de pecar,
e eu tenho,e me basta
só olhar os santos
petrificados nas igrejas,
mais ou menos santas,
que arrepios me dão.

Quem me derá entender
as mulheres.
Uma hora, são uma coisas,
outra hora, já não são mais.

Titubeio, igual
pássara ferido ao ver
uma mulher ensaida de
amor.

Tenho medo de nela me
agarrar,
como algemas dourados
nas mãos lisas.

Por isso, aprendi
com João de Deus
- senhor respeitável -
mulher cora na hora
que tem que orar
e dança na hora
de rezar.

Pai,que me acuda:
hoje em dias mulher
só de saia e que fale
fino,
mas assim mesmo
confira prato.

Cardápio de mulher
fogosa
tem mais pratos do que
banquete de político
de fora.

E assim me atrevo a dizer,
em prosa ou verso,
que me atravessam,
mas tenho lá que
dizer:
minha mulher com outro fugiu,
outro que açougueiro é,
e entende do assunto
à bessa,pois come de mansino!

Quem me dera,
se mais jovem fosse,
entender essas
coisas de mulher, e
que me desculpem os outros,
mas estas tem que ser tratada
à golpes de pau de foice!

José Kappel
Enviado por José Kappel em 26/08/2006
Código do texto: T225594
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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