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Sem Você

Olhando de lado
a gente percebe.
Olhando de frente,
também.

Não olhando, você,
de permeio, sente mais
ainda e se repete.

É porque de fora
virou prá dentro.
Que posso fazer
que tudo se embutiu?
Como se fosse tudo bem
empacotado.

Vida de dois
sós.Pó com emenda
de vazios.

Chegadas e partidas
me dominam sem chegar.
Estação dos vazios?
Quem me parte?
Aquele que me olha?


Me pegaram - na minha hora -
e misturaram tudo dentro
do nada.

Na caixa vazia restou
eu e a escuridão.
Breu tem nome,
meu nome é dos escuros
tempos que foram
navegar
pro além dos nadas,
e onde só servem pão!


Então virei caixa de
chutar - sem ao
menos ser de vidro,
sem ao mesnos poder
fazer um pedido.

Ah! se eu pudesse,
eu largaria minha voz
meio atroz,
e soltaria a angústia:
-Me tirem desta caixa
de vazios, sem sol e em
lua.

Sem você,
sem lembranças
de seus abraços,
de um quentura atroz!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 26/08/2006
Código do texto: T225596
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel