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Pássaro de Dois

Vira água,visa o peixe,
dorme no meu acalanto
seu sonho de mulher.

Sou sóbrio quando posso,
e não passo,
sou festeiro e amo
ao seu lado
com sabor de tâmaras.

Sou seu, você sabe,
sou parte de seu
recosto, que me abriga da tempestade.
Mas, se corro,
tenho medo dos afogados
nesta idade.

É a vez da hora.
Hora de ficar.
Me abriga em seus braços
e serei sua paz -
não a paz das esquinas -
mas que me une a você.


Que faz de nós dois
um pássaro
que voa tão alto
que o dono do destino -
impróprio e catiço -
quis que jamais
sequer fossemos,
agora,
nós para sempre!

José Kappel
Enviado por José Kappel em 26/08/2006
Código do texto: T225603
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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