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Hora dos Poucos

Mas nem por isso,
nem pelo vestal,
ou pela vaga reza
nem por um minuto sequer
deixei de chamar
pelo nome dela.

Nem por um minuto.
Deixei de querer
aquela mulher de
apenas um quarto
e doze vidas de amor.

Mas lá pelas tantas,
dessas que ocorrem sem
querer,
soube eu,com ardor,
fardado de bom, e risonho,
que ela tinha de me deixar,
enquanto, no fundo,
tocavam a marcha do Imperador.

Triste sina,
desta vida dura de
entender
e que pouco ensina!

Não sou de ferro,
nem de pérolas,
sou o que pareço ser:um erro

Sou metade de tudo
pura fantasia,
sou a hora dos poucos!

E naquela tarde
fiquei entre o branco e o nada.
que se misturam numa dor de nada.

Pensava: que mundo é esse,
que perco até no laço?
Mas nem por isso vou deixar
de carregá-la em meus braços.

Não aqui, mas num
lugar bem longe,
perto do céu,
onde não se tira fatura
prá mulher.

Bem longe, perto do céu,
onde estão os calados,
que elevam seu espírito
e se confortam com o beijo
da mulher amada!

José Kappel
Enviado por José Kappel em 26/08/2006
Código do texto: T225616
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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