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Tempestade

Ela vem inevitável e talvez não possa me esconder
jamais sentiria o prazer na felicidade se não tivesse experimentado a dor, mas hoje nada mais me faz sentido...
talvez isso tudo jamais chegue perto do tudo que eu sempre quis, e talvez eu nem tenha mais coragem para acreditar nesses sonhos inertes que cada vez mais distantes parecem ser ofuscados por teus toques prepotentes.

Confiei minha espada ao carrasco que confinaria seu zê-lo com a honra perdida, sem se importar com mais nada...
talvez tudo isso de nada tenha valido pra você, talvez realmente tenha entregado meu coração aos meus maiores traidores, aqueles os quais um dia chamei de irmão.

Errante tentativa de honestidade, vi meus alicerses ruirem mediante ao concreto intransponivel de toda a nossa amizade, hoja não tenho certeza se o amor que senti fora mais forte do que o ódio no qual o mesmo se converteu e queima meu peito na esperança de por um instante vingar-me com tudo que tenho, mas as palavras jamais me seriam suficientes e não sei se quero olhar-te mais uma vez.

Todo passado foi como um sonho, no qual acordo e tenho que acreditar que não era real, fecham-se as cortinas a peça da minha vida fica atrás delas sem aplausos, ao apagar das luzes o conto de fadas desmancha-se fazendo com que tire minha maquiagem e siga pro mundo real, no qual deixarei tudo que aconteceu atrás dessas cortinas para trás, cada riso, cada palava, cada segredo.

Hoje acordei no mundo real e tive medo ao olhar no espelho, não soube mais se poderia confiar em alguem, nem sei se ainda tenho essa capacidade, isso tudo é tão recente que ja não faz sentido ficar aqui. La fora é o meu lugar eu abrigar-me longe dessa poluuição de teus pecados que torna denso o ar que respiro, fazendo mal ao meu peito.

Não suportaria os mesmos ares que vocês, talvez nem pudesse mais me controlar, então fugir de mim mesmo me parece o caminho mais sensato, voltarei com com a frieza de desviar dos teus olhares como se nunca tivesse passado por minha vida, e mais uma vez me tornarei forte e estarei de pé comigo mesma, tendo ainda o credo no que me fará um dia bem.

As ruas convidam minha carne a todo instante e o cheiro que vem desses corregos me atrae, os amigos que so mostraram do meu lado, os quais me diziam poder contar sumiram, o amor ta cada vez menos confuso e mais abstrato.

A dor que sinto não me fere mais de forma física e eu já sei o que eu quero,
eu só queria um olhar, queria que me entendesse sem que eu não dissesse nada, queria alguem que pudesse me fazer bem de novo e me fazer sentir que está ali e que ainda existe confiança.

Eu só sei que espero por um toque suave das mão quentes que me segurariam firme e fariam tudo ao meu redor sumir, e tornaria esse mundo pequeno pois nossas vidas seriam grande de mais pra ele.



::by Rog Oldim e Flávia::
rOg Oldim
Enviado por rOg Oldim em 27/08/2006
Código do texto: T226199
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Sobre o autor
rOg Oldim
São Paulo - São Paulo - Brasil, 29 anos
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