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Cor Rubra

Hoje foi um dia
bem feliz,
destes prá guardar no coração.

Fiz dele um pedaço de pó
e o assoprei pro melhor
que tem o fim do mundo.

Nessa não entro mais.
Não sou ferro de bater,
nem carne de apanhar.

De bom grado fiz isso
pois mais nada me restava,
estava entre duas avenidas:
uma ia prá cá,
outra lá.

Não sou informativo,
não tenho limites,
não tenho urgência.

Apenas cometi uma
infração gravíssima -
dizem os homens -
fui amar a mulher errada.

Mulher de primeira classe.
Confiei nela meu corpo
confiei minhas palavras;
até me confinei nas minhas erratas.

Pois foi assim.
num dia sóbrio
descobri o bolero
do nada mais.

Bela e meiga, era ela,
mais cheia de simpatias e
carências pelo próximo.

E quando descobri
que o próximo não era bem eu,
fugi com minhas malas
prá mais alta montanha de
El Sítio - cidade
bem mexicana -
que só abriga
os desaventurados do amor.

Mas que amor?

Fui crisma e santuário
mas nunca no colo dela sentei
pois dizia ela - tinha pavor.

E se numa mulher
você nao descobre a saia,
vai descobrir a cor rubra
de ser traído
por toda rua.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 27/08/2006
Código do texto: T226311
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel