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Sento na cadeira da barbearia que não existe,
Não me levanto e nem grito
Nem tão pouco vejo o eclipse lunar
Porque a  lua continua inacessível
Também não sinto saudades dos meus oito anos
Não escrevo cartas de amor ridículas, não vejo aves descansando em árvores, nada tenho que é meu

O amor se acabou
envolto numa névoa de ausência,
um segundo suspenso no tempo, suspiro.
Ninguém veio ao meu encontro enquanto fiquei esperando, olhando perdidamente, procurando-lhe

O sono pesa-me os olhos, fecho-os
O coração me dói, fecho-o
Mas queria abri-lo e lhe ver entrar
Dançando um tango de Gardel
Rindo com tamanha doçura
Que a alegria lhe faria levitar

Levanto e não fecho o ferrolho
Que se dane a consciência
Quero esvaziar meu copo e afogar os morcegos
Vê-los nadar na inconsistência de meus sentimentos

Também não iria para Pasárgada
Porque não sei a mulher que quero
Nem sei a cama que escolheria
Márcio Barreto
Enviado por Márcio Barreto em 27/08/2006
Código do texto: T226380
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Sobre o autor
Márcio Barreto
São Vicente - São Paulo - Brasil, 46 anos
40 textos (1956 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 08:40)
Márcio Barreto