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Voz do poeta

tua voz, sangrenta em luta,
é frágil reflexo da dor que alimentas
e escondes em pranto..

tua voz, débil em crise,
é um frágil reflexo da alma que nutres
e escondes em cânticos...

tua voz, chorosa em lamento
reflete fragilidade no olhar
e escondes em perfil tua triste sina...

se do medo ergues alicerces
e deles constrói muralhas,
serão prisões a ti mesmo destinadas

mas se ao medo fazes frente
e o afugentas, assustado

tua voz, fraca e frágil
será então um reflexo da alma encarcerada,
que voará livre, então,
abandonando tua garganta
cedendo-te momentos raros
em que a solidão arrastará o desconhecido
para acomodar-se solidariamente
ao lado de teus passos...
Marcos Rohfe
Enviado por Marcos Rohfe em 27/08/2006
Código do texto: T226482

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Sobre o autor
Marcos Rohfe
Mogi das Cruzes - São Paulo - Brasil, 46 anos
107 textos (10407 leituras)
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Marcos Rohfe