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QUASE NADA SEI...


“A única coisa que sei, é que nada sei”.
Não sei dizer em palavras o que sinto,
o que quero e o que espero.
Não sei de nada, pois cansei!

Não aceito o porquê das lágrimas
nem das mágoas.
Não sei mais dos sonhos que sonhei,
nem do amor que tanto amei.

Não entendo o motivo da fome
nem a fúria das guerras.
Mas sei que o desamor tudo consome...

Apesar de quase nada saber,
ainda sei querer!
Quero amor, paz e amizade,
quero luz e felicidade.

Quero sonhar novamente
e renascer a cada dia.
Renovar-me...
Transformar-me...
Nascer grávida de estesia
e espalhar a nova semente...

Quero asas novas para voar
e planar em liberdade
por qualquer lugar.

Estancar as dores
e ter minha alma
liberta dos enganos.

Cantar, sorrir
e rodopiar pelos salões da vida,
esquecendo os dissabores.

E dia-a-dia, um de cada vez
agradecer ao Pai,
minha estada nesta estrada,
onde aprendo a caminhar...

Só ou acompanhada, invisto nos meus sonhos
e, mesmo já sentindo o peso do tempo,
os vestígios do cansaço,
reciclo cada momento,
reúno as forças necessárias
para continuar a jornada...
Sou aprendiz em viagens várias,
semente pequena em crescimento;
por isso quase nada sei,
do muito que tenho que entender...

2006



Anna Peralva
Enviado por Anna Peralva em 29/08/2006
Reeditado em 06/12/2009
Código do texto: T227598
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Sobre a autora
Anna Peralva
São Gonçalo - Rio de Janeiro - Brasil
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3 e-livros (572 leituras)
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Anna Peralva