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Lúcido na cidade louca

Estou só
Lúcido na cidade em névoa
Meus olhos choram
E pedem luz
Estou acordado em vôo
E a cidade dorme inquieta
A minha pele em febre
Eriça pêlos
A quem apelo?
Se a cidade louca acorda
Movimenta-se toda
E vem em minha direção
Onde aperto, onde fica o Stop?
Dores despertam
Ligam-se os motores
Aumenta-se o volume
E tudo grita
Esperneia
Ronca a fome nas esquinas
Crianças entocam-se nas escolas
Bebes choram
Calam-se os cães
A cidade não mais os escutariam
Tudo se arma
Soldados se guardam
Escadas rolantes
Shoppings
As filas
As latas de gente curvam-se nas ruas
O rio Tietê segue lento
No seu vagar de metais e merda
Estou só
Sóbrio na cidade ébria
O que faço:
Poesia, música. Mudo?
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 29/08/2006
Reeditado em 01/09/2006
Código do texto: T227764

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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